quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sobre a sanidade

Noite clara com poucas nuvens e um belo luar - a noite também é bonita pra que sabe admirar - alguns pingos piscantes, vagalumes que insistem ser mais que elas, as estrelas, e os grilos barulhentos quebrando o total e pacífico silêncio, o cheiro de mato vem com o assobiar do vento, o céu negro parece se misturar o com azul mal pintado. Cada vez mais tarde, o frio nos conduz para  dentro, longe do relento.

Escrever, o que escrever? Continuo observando, posso falar da minha escrivaninha, daquele chapéu, do meu vizinho ou do pedaço de papel, escrevo em soneto, personificado, metafórico, talvez fale de algum rato, de um herói, bruxa ou carrapato - loucura de palavras, loucura seria não escrever.

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