Nessa mesma postagem há algum tempo tenho rascunhado palavras e títulos, porém hoje pela manhã me veio este que vos é apresentado: Jaz. Lembrei-me de Memórias Póstumas de Braz Cubas, lembrei-me da letra de Rap. Não passou disso. Uma palavra para dar significância à esta segunda-feira pálida que estou vivendo. Pormenorizar o tempo seria interessante se já não o tivessem feito, traçar um paralelo entre o que sinto e o que vejo já esta criado. Inconformado.
Este que vos escreve está apático, de certa forma desolado, angustiado e mais uma vez o que tem salvado é a tela branca com detalhes alaranjados.
Deveria ser mais poética, escrever palavras que pareçam líricas, mas este não é o dia para isso, hoje jaz o que já foi, hoje a lágrima nasce nos olhos e morre neles não chega a secar ou congelar no rosto, hoje já não posso deixar escapar pedacinhos da minh´alma, hoje o céu não quer sorrir, o Sol não quer se levantar, o coração só palpita porque é um órgão independente e todos os dias uma chance quer nos(me) dar.