segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Cura pra Saudade

Me leva pra casa como remédio pra solidão, são esses os remédios que viciam e na falta a abstinência crava o coração.
Tome-me com prazer ainda que amargo em minutos um alivio no peito será dado, estara preenchido, estara cheio de mim, um sentimento, nenhuma regra apenas a paz de saber que esta dor de saudade teve um fim.
Olhar cambaleante ainda indisposto, não é ruim é uma viagem sem fim, não ouve mais barulho apenas um sussurro, um gosto caramelado, sente-se quente e deita e desse sonho se aproveita, se deleita, devaneia a um lugar acordado com flores, arco-íris, um riacho barulhento, peixes e um gramado muito esverdiado.
A cura da dor é passageira, precisas mais de mim, não se preocupe sempre estarei presente, você sempre terá mais de mim.

Sentimento


Encosta-se no meu ombro como se não houvesse mais um mundo, como se não houvesse amanhã, só tem a mim para protegê-la, do lado dela quero sempre estar.
Fecha os olhos, mas não dorme, apenas descansa seus pensamentos em um paraíso onde eu jamais a deixava.

Consigo sentir sua respiração, afago seus cabelos com minhas mãos e a presenteio com um beijo na maça do rosto.
Abre os olhos e fita os meus, mas não demora e olha para os meus lábios, não há palavras apenas um beijo, cheio amor, imparável.
Olhos fechados de novo, nesse paraíso também consigo entrar, parece que foram feitos um para o outro, não tenho palavras melhores para explicar.
Sentimento que cresce e não quer mais parar.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Coração como Tinteiro

Milhões de palavras e alguns poucos pensamentos que questionam o porquê de ainda não os ter escrito.
Um sentimento nasceu e não para de crescer.
Defino o meu coração como um tinteiro e meus dedos a pena que tinge o papel da cor deste. Acreditava que tudo estava acabado ou que a não haveria cor igual, mas se renovou com a chegada de um novo amor.
Insiste em dizer que este coração-tinteiro é só dela, ninguém toca, ninguém mexe, quer tudo pra ela.
Na semana não  nos vemos, porém esta história de amor continua se escrevendo, pois passa dia, passa hora, passa segundo e tudo que sentimos um pelo outro vai aumentando.
A espectativa de um abraço, de um beijo, de um olhar malicioso.
Uma namorada, respeitada tal como minha mãe, protegida tal como minha irmã, amada tal como minha futura esposa.





sábado, 25 de agosto de 2012

Ela

Depois de um dia fatídico a noite lhe vem sem demora, pronto para engoli-lo de cansaço, mas antes de se entregar aos lençóis pensa nela, quem sabe é ela a princesa encantada.
O coração moldado em aço começa a se submeter, porém continua relutante não quer mais sofrer.
Esperançoso, porém com muita cautela observa para aonde a vida quer lhe levar, por conseguinte perguntas vem a mente, nada contundente ou que valha a pena valorizar.
O sono não desiste e vence, seu narrador ainda em chamas de palavras submete-se, à este, que promete mais uma vez um sonho com ela, a vizinha, de jeito meigo, olhos buliçosos, mãos macias, um beijo quente.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sobre a sanidade

Noite clara com poucas nuvens e um belo luar - a noite também é bonita pra que sabe admirar - alguns pingos piscantes, vagalumes que insistem ser mais que elas, as estrelas, e os grilos barulhentos quebrando o total e pacífico silêncio, o cheiro de mato vem com o assobiar do vento, o céu negro parece se misturar o com azul mal pintado. Cada vez mais tarde, o frio nos conduz para  dentro, longe do relento.

Escrever, o que escrever? Continuo observando, posso falar da minha escrivaninha, daquele chapéu, do meu vizinho ou do pedaço de papel, escrevo em soneto, personificado, metafórico, talvez fale de algum rato, de um herói, bruxa ou carrapato - loucura de palavras, loucura seria não escrever.

Conto de Fadas

Cresci sonhando que iria despertar com um beijo a minha princesa adormecida, que eu calçaria os pezinhos perfeitos dela com um sapatinho de cristal, que lutaria com dragões para resgatá-la da torre onde estava trancafiada. Esses sonhos me infectaram de tal forma que cartas foram escritas e muitas delas refutadas, e no final eu nunca as beijava.
Pensar que isso é frustante seria como dizer que a vida não é vida, que o Sol não queima os olhos ao fita-lo, que a noite não da medo, se sozinho. Tenho ciência da verdade, porém ainda sonho acordado, imagino qual a sensação de ter borboletas no estômago, sentir calafrios por ela ter chegado, por saber que ela está a janela olhando a rua em minha espera.
Um pedaço da alma escorre dos olhos daquele que é decepcionado.
O travesseiro é sim o melhor conselheiro, faz silêncio e enxuga todas as lágrimas.
Acredito em conto de fadas, sempre vou acreditar.



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Palavras e sua arte

Complicado quando você tem uma língua tão rica em palavras e não ter idéia de como junta-las. Palavras, quantas palavras, tantos quebra-cabeças podemos montar. Dizem que uma imagem vale mais que mil delas, não é realidade, pois foi com palavras que o Fuhrer preencheu malignamente a mente de milhões de pessoas, foi com palavras que um homem negro se tornou presidente da maior potência do mundo.
As palavras quando bem tratadas remete-nos a um outro mundo, a uma outra dimensão, um novo estado de espírito, quem sabe uma nova direção.
A língua portuguesa e suas milhares de palavras, todas com um significado, todas com um motivo.
Leio cada vez mais e por isso me dou mais motivos de escrever, transmitir meus pensamentos, descubro com isso que sei pouco e continuamente preciso aprender.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O crime

Era uma vez um garoto, tinha o cabelo encaracolado o sorriso meio malicioso, altura mediana 9 primaveras haviam se passado. Morava em uma casa até que bem arrumada com seus pais que lhe tratavam com esmero, mas a educação rigida que aos vizinhos assustava.
Um dia de céu nublado saiu com sua mãe para o mercado, ali começou o crime mais mal sucedido, porém hoje mais bem contado.
Doce, vontade e uma grande oportunidade.
Pois bem, o pegou, no caminho de volta seu rosto amedrontado o entregou, mamãe o fitou, as palavras de explicação confratam-se com uma só questão.
Dedos entre o polegar e o indicador fazia o menino parecer alto.
O corpo inteiro em dor, uma orelha em chamas, mas o que nunca vai esquecer é o abraço de amor, aquele olhar de correção.


Descrição em palavras

Reprimesse uma paixão por necessidade, muitas vezes não é por má vontade são as situações
que nos remetem a tal improbabilidade. 
É um vislumbro do possível com a mistura repugnante do impossível.
Um calafrio.
Sente-se ao chegar perto da pessoa amada, por não tê-la, por ser obrigado a despresa-la.
Todavia, não deve-se fazer triste o mundo é cheio delas, dessas paixões sem limite.
Um mundo é cheio de tudo, de cores, de experiências, de valores.
As gotas de chuva do acaso sempre nos molharão no deserto da paciência de areias frias da resistência.
O amor é como um pote no final do arco íris cheio de ouro, irreal sem dono, perseguido por todos.

domingo, 12 de agosto de 2012

Uma ponta de Esperança

Com impeto a tristeza invade o coração trazendo consigo o medo de um dia melhor.
Perguntas caladas a muito tempo voltam dilacerando a mente tal como uma faca rasga um pedaço de carne.


Os ventos frigidos do passado opõe-se ao mormaço do futuro e o dia 'fébrido' do hoje.
Porque os ventos sempre virão, porque a solidão sempre estará presente, porque a tristeza sempre te incomodara, mas, talvez não de mãos dadas, virão acompanhadas os dias mais quentes de Sol de felicidade, as noites mais bem iluminadas com a Lua de esperança e a presença mais sincera de pessoas amadas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Final de tarde

Sempre me imagino em uma praia, consigo sentir a água morna do final de tarde aquecendo meus pés,  meus olhos cerrilhados por causa do Sol e a brisa quente batendo no meu peito descoberto. A água do chinelo respinga em minha perna e em alguns momentos sinto fantásmas por perto.
O horizonte ilude com sua grandeza que o céu não é um limite, que a terra não pode me segurar, que o barulho das ondas serve para que tenhamos bons sonhos e não para nos amendrontar.

Pensando em você

A noite prestes a acabar implora o descanso dele.


Ao mesmo tempo que sentia vontade de ficar o sono lhe puxava insistindo a certeza que em sonho a iria encontrar.

O som das palavras


Falar-te-ia que te queria imensamente, todavia por desconforto da situação a qual me colocas-te ficarei com esse sentimento e todas a palavras trancado no fundo de meu coração.
Não darei alimento, não darei luz, não darei ar, quereria que sequer existisse, pois, tadinho, sofrendo vai ficar.

Sonhar acordado


Era uma vez em um sonho...
Me descreve como está a praia? - Ela o indagou com voz sonolenta ao telefone.
O céu parece um cartolina pintada de azul com algumas tiras de algodão colados ali e aqui, o silêncio é predominante na rua fazendo-se capaz de ouvir o mar querendo insistentemente abraçar a terra a sua frente, o calor é suficiente para não sentir os arrepios frios da manhã, ouve-se o leve farfalhar das folhas das árvores por causa do vento, sente-se o cheiro do mar, o cheiro de terra, sinto saudade. - Neste instante o garoto foi acometido pelo sentimento de inveja, mas não quis revelar à garota, sentia inveja do ar que entrava e saia dos pulmões dela, do calor que a envolvia e a aquecia, do som que fazia vibrar seus bulbos auditivos, da imagem que preenchia seus olhos, da saliva dela que pela distância não adocicava a sua.