Já escrevi melhor, conseguia fazer uma indentação de minhas ideias, as transmitia e tinteava numa folha ou as digitava numa tela.
Palavras, algumas minhas outras já existiam, mas todas no seu âmago um significava transmitia.
Hoje não mais, sobre tudo já foi escrito, foi idealizado, até sobre está linha que escrevo foi falado.
Pensar num motivo a se escrever é, definitivamente, uma tarefa complicada, atenção no contexto, nas referenciais do mundo exterior, tudo tem que fazer sentido, senão de que vale escrever um texto.
Prefiro dizer sobre o interior da alma, porém ela nada revela seus segredo que insiste em guardar. Só me diz sobre o amor, a saudade essas coisas que muito me preenchem, mas é o oculto que anseio revelar. Imploro e digo que pelas pontas dos meus dedos quero por ela falar.
O que fazer se não quer me contar?
Acho que vou viajar, a terra do nunca me espera.
Já calcei um pezinho com um sapato de cristal.
Já virei sapo e fui beijado por uma princesa.
Já salvei uma de dragões e a bruxa má.
Já entrei numa floresta e cacei o cão dos Baskervilles.
Observei uma menina que roubava livros pelos olhos da morte.
Já fui um espião aposentado.
E sempre que leio a bíblia sinto Jesus do meu lado.
Falei sobre o sono que pega o mais forte e o mima com o cansaço.
A palavras me seduzem me intimam a escrevê-las, cantam em meu ouvido, são melodias desconexas, sem sentido parece até brincadeira. Suplicam para que eu as decifre querem que eu case com elas. Jura que de prazer me consome e que nunca vai me deixar.
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