O coração trapaceia o cérebro com ideias e mistérios, imagina mil circunstâncias, extravagantes de pés no chão ou naturais como flutuar sobre as nuvens.
Pensar em alguém é radical, o anseio por vê-la é sem igual. A saudade dói no peito, formiga o estômago, embaça as vistas, e lá dentro o coração ri de tantos desconfortos.
Encontra a quem se ama e sana os desejos, engana o cérebro com alguns instantes de beijo.
No úmido dos seus lábios, me deleito.
No calor de seus braços, me entrego.
Na verdade do seu amor, eu vivo.
E passa, as mãos se desgrudam, olhos não mais se entrelaçam e o calor só é do Sol ou da lembrança daquele momento. O coração sai vitorioso, pois mais uma vez ilude a mente com esse pequeno-grande sentimento chamado amor que ilude a verdade, que confunde as certezas, amolece o diamante, da luz própria para a lua e faz tocar as estrelas.

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